O horizonte de Jesus é o hoje e o aqui. Não se trata de uma espera, de uma inércia, de um fatalismo que se contenta num além, mas sim de vida, de realidades concretas, de vidas necessitadas de sentido: dar vista aos cegos, socorrer um homem maltratado e roubado no caminho, libertar uma mulher dos estereótipos machistas… Aqui encontramo-nos com a anomalia de Jesus, a esperança. José Laguna interroga-se: “Basta ir fazendo ‘pequenos ajustes’ assistencialistas até ao aparecimento de uns céus e uma terra novas onde já não haverá morte, pranto e dor, ou há que empenhar-se numa mudança radical de estruturas?”(1)
(1) José Laguna, ‘Pisar la Luna; escatologia e Política’, Cuadernos Cristianisme i Justícia nº 195





